segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Maior desastre ambiental do Brasil completa um ano

Em 5 de novembro de 2015, o verde das árvores do distrito de Bento Rodrigues (MG), localizado a 35 km do município de Mariana, deu lugar a um marrom com textura áspera. O local foi inundado por mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro, decorrentes do rompimento de uma das barragens da mineradora Samarco, que é controlada pelas empresas Vale e BHP Billton.
O “tsunami” de lama destruiu distritos e casas, deixou moradores desabrigados e matou 19 pessoas. No total 35 cidades no estado de Minas Gerais e 3 no Espírito Santo foram afetadas. As consequências para o meio ambiente também foram péssimas, visto que o mar de areia, ferro e outras substâncias arrasou com a mata ciliar do Rio Doce (quinta maior bacia hidrográfica do país), contaminou suas águas e ainda provocou a morte de 11 toneladas de peixes e outros organismos.


Um ano depois da tragédia, considerada o maior desastre ambiental do Brasil pelo Ibama, o Ministério Público Federal denunciou 22 pessoas das empresas responsáveis pela barragem. Elas vão responder por homicídio qualificado com dolo eventual – quando se assume o risco de matar –, crimes de inundação, lesão corporal, desabamento e crimes ambientais.
Lado positivo

O professor Fabiano Melo relata que se existe algo bom a ser tirado do acidente, é a oportunidade de recuperar a Bacia do Rio Doce. “Esquecemos de todo o histórico negativo de ocupação humana na bacia, que remonta décadas e que já vem destruindo o rio, matando seus peixes e sua flora. Agora, com o desastre, é como se a população prestasse maior atenção a esta causa, que é a restauração ecológica”, diz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário